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06 De abril de 2017

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UBER, CABIFY: deve-se proibir?

Pediram para que eu me posicionasse a respeito da burocratização e, até mesmo, sobre a necessidade de se proibir os serviços do UBER e CABIFY no BRASIL. Considerando que não sou especialista no referido tema, precisaria que algumas dúvidas, que me atormentam, fossem respondidas, para que eu pudesse me posicionar a respeito.

  1. Por que muitos se incomodam pelos serviços oferecidos pelo UBER, mas ninguém pensou ainda em proibir o Spotify? Este programa, somado a outros avanços tecnológico do mundo da música destruiu as lojas de vendas de discos de vinil e CD’s, deixando muitos vendedores desempregados?
  2. Por que nunca pensaram em proibir o uso de e-mails? Esse tal e-mail, que hoje já faz parte da rotina de todos nós, transformou a indústria do FAX em fábricas de sucata.
  3. Essas tais máquinas digitais, não seriam um crime? Elas já fizeram grandes fotógrafos virarem coadjuvantes; empresas de vídeo fecharem as portas; ainda fez com que o bom e velho filme, sumisse do mercado junto com a KODAK e seus milhares de empregados.
  4. Por que não proibir o NETFLIX? Essa empresa está assolando as TV’s pagas e TV’s abertas, sem o mínimo de controle.
  5. Falando em proibir, não deveríamos proibir também as compras online? Elas diminuem a oferta de empregos nas lojas físicas, transformam os shoppings centers em meros show room’s e ainda fecham centenas de estabelecimentos, por dia.

IoT_blogBom, a meu ver, pensar em proibir ou dificultar o uso de UBER, CABIFY ou qualquer outro meio de acesso nesta Era que, atualmente, estamos vivendo, também já denominada de quarta revolução tecnológica[1], seria o mesmo que impedir que o FUTURO passasse desapercebido, por nós.

Temos que aceitar o fato de que tanto os negócios, as pessoas quanto os produtos estão em constante transformação e isso é para todos nós, pobres ou afortunados. Exemplo disso, 70% das companhias aéreas ranqueadas pela revista “Fortune 500″, lista das maiores e mais importantes empresas do mundo, foram fechadas em 1955. Dessas companhias que ainda integravam a lista da Fortune em 1979, 40% não existiam mais. E, das que formavam o ranking do ano 2000, 30% já haviam encerrado suas atividades.

O problema é que estes ciclos estão se encurtando e, sendo assim, possivelmente, nos próximos quinze anos a maioria das grandes empresas que existem hoje, também não farão mais parte do mercado.

Para todos aqueles que estão sofrendo com as mudanças tecnológicas e com o comportamento da sociedade, lembre-se: a crise só existe no futuro, para aqueles que vivem do passado. E, para todos aqueles que insistem em faturar, fazendo a mesma coisa, que faziam há mais de 50 anos, respirando tecnologia como nossos avós faziam, certamente não existirão por muito tempo!

AGORA É A HORA! Aceitem a Revolução Tecnológica! Não fiquem presos ao passado! Revejam seus conceitos! Façam diferente aquilo que sempre fizeram igual! Nós estamos de novo na travessia do deserto. “Mas aquele que tem fé em Deus ou em si, encontra saídas onde não há saída”[2].

Deivison Pedroza

Grupo Verde Ghaia

[1] Também chamada de 4.0, a revolução acontece após três processos históricos transformadores. A primeira marcou o ritmo da produção manual à mecanizada, entre 1760 e 1830. A segunda, por volta de 1850, trouxe a eletricidade e permitiu a manufatura em massa. E a terceira aconteceu em meados do século 20, com a chegada da eletrônica, da tecnologia da informação e das telecomunicações. Disponível em: O que é a 4ª revolução industrial – e como ela deve afetar nossas vidas. http://g1.globo.com/economia/negocios/noticia/2016/10/o-que-e-a-4a-revolucao-industrial-e-como-ela-deve-afetar-nossas-vidas.html

[2] NIZAN GUANAES, publicitário e presidente do Grupo ABC. Disponível em: http://www.nenoticias.com.br/90811_leia-e-nunca-esqueca.html


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