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As gerações no ambiente de trabalho

As gerações no ambiente de trabalho: como lidar com essa diversidade? Há alguns anos virou moda a palavra “cringe”. Mas, não vou falar sobre este assunto, nesse texto, apesar da ideia ter surgido a partir dele.

A discussão sobre “cringe” me serviu para fazer uma outra reflexão: o que cada geração traz para melhorar a cultura organizacional de uma empresa.

Afinal, em uma organização podemos encontrar quatro tipo de gerações trabalhando lado a lado. Pode haver conflitos, o que provavelmente tem, já que existem diferentes modos de pensar, agir e se expressar, mas também existe muita contribuição e aprendizado vindos de todos os lados.

Cada uma destas gerações possui características e anseios diferentes, que dependendo da situação, trazem vantagens e desvantagens no mercado de trabalho. Por exemplo, uma busca mais liderança, outra aprendizado, ou ainda a inovação e criatividade ou até trabalham para alcançarem o reconhecimento.

Você sabe como as gerações se comportam?

Embora eu não goste de rótulos e acredito que comportamento é algo que “gerações” não definem para nós, tendo eu como exemplo, se eu fosse me rotular nessa classificação de Gerações, gostaria de compartilhar um estudo com vocês.

O estudo pertence ao Comportamento do Consumidor Brasileiro, realizado pelo Centro de Inteligência Padrão (CIP) e pela REDS, as gerações no Brasil são divididas da seguinte forma:

  •  Baby Boomers: nascidos entre 1945 e 1964
  • Geração X: nascidos entre 1965 e 1984
  • Geração Y ou Millenials: nascidos entre 1985 e 1999
  • Geração Z: nascidos a partir de 2000 até mais ou menos 2010
  • Geração Alpha a partir de 2011

 O que eu trouxe aqui são estimativas, porque não há um consenso sobre as datas exatas que delimitam uma ou outra geração. E claro, pessoas de uma geração pode trazer características de outras. Por isso, o que importa mais para determinar os tipos de geração são o comportamento das pessoas nascidas em cada época.

E quais são esses comportamentos? Como eles refletem em cada empresa?

 Os Baby boomers, assim chamados porque referem-se à explosão de nascimentos pós Segunda Guerra Mundial, tem como uma de suas principais características a valorização do trabalho, a preocupação em construir patrimônio e a estabilidade profissional, podendo ficar no mesmo emprego por toda a vida.

Para as pessoas desta geração, o tempo de experiência é mais importante do que a criatividade e a inovação. Nas empresas, estas pessoas geralmente ocupam hoje cargos de liderança e de gerência.

 A Geração X

Possui um perfil mais conservador, buscando o equilíbrio entre a vida pessoal e profissional e não tendo o costume de ousarem muito. Por preferirem a estabilidade, buscam a promoção dentro da própria empresa em que trabalham, e podem também ficar a vida toda no mesmo lugar.

Nas empresas, esses profissionais preferem entender os processos de negócios como um todo. Respeitam as hierarquias, apesar de deixarem de ser tão rígidas. Eles geralmente ocupam posições de trabalho de grande responsabilidade e tem como desejo o reconhecimento pelo que fazem.

E se não trabalham em uma empresa, as pessoas da Geração X sempre estão em busca de conhecimento, porque para elas somente assim se chega ao sucesso. Como resultado, são em grande parte empreendedores, ativos, proativos, em busca da sua independência. Ela foi a primeira geração a ter contato com a tecnologia, então ainda é normal estarem se adaptando a ela.

Geração Y ou Millenials

Por sua vez, estão em busca constante pela inovação, sendo mais exigentes e com menos medo de largarem seus empregos. Para eles, fazer algo que traga satisfação pessoal e profissional é mais importante do que conseguir estabilidade.

Eles prezam muito mais a experiência do que a aquisição de bens. São muito criativos, porém indecisos. E vão ficar em seus empregos enquanto se sentirem motivados para isso. Em uma empresa, o trabalho em equipe passa a ser mais importante do que a hierarquia. Eles preferem igualmente receber instruções bem específicas sobre o que é preciso fazer, gostam de receber feedback e de tomarem as suas próprias decisões.

Um ponto positivo da geração Y é o trabalho que fazem com paixão, especialmente quando gostam de algo. Contudo, o lado negativo, por serem imediatistas e desconcentrados, podem deixar um pouco a desejar quando líderes, já que fazem muito mais do que pensam.

Geração Z

São multitarefas, independentes e exigentes, tanto com o que consomem quanto com as funções que desempenham nas empresas. São mais imediatistas do que a Geração Y, e por já nascerem imersos na tecnologia, apresentam certa dificuldade em socializarem fora do ambiente virtual. Assim, são individuais e antissociais, não gostam do trabalho em equipe, e não possuem muita paciência com pessoas de outras gerações.

Diferente dos Baby boomers, eles abominam a ideia de passarem a vida no mesmo emprego e trabalhando na mesma empresa. Dessa forma, são considerados muito plurais e dinâmicos, prezando muito a diversidade e a inclusão. Importante lembrar que muitos cargos que a Geração Z vai ocupar ainda nem foram criados, já que grande parte são pessoas jovens entrando agora no mercado de trabalho.

Como lidar com essa diversidade de gerações?    

 Este é sem dúvida um desafio enorme, porque é preciso lidar com personalidades diferentes nascidas em épocas diferentes. Por isso o papel de um bom líder é fundamental, já que é ele quem vai identificar o perfil de cada um para tirar o que há de melhor para a cultura organizacional.

Algumas atitudes que podem ser tomadas são:

  •  Identificar o que de melhor cada geração pode oferecer para a empresa;
  • Elaborar planos de incentivo específicos para cada geração, otimizando os pontos fortes para o trabalho;
  • Criar ambientes de convivência para que todas as gerações possam ter um espaço de troca de informações e de experiência;
  •  Estimular a interação entre as diferentes equipes, para que haja aprendizado entre elas e compartilhamento de opiniões;
  • Saber valorizar os conhecimentos mais tradicionais aliado à capacidade de inovação, empreendedorismo e dinamismo.

Uma coisa é certa: não há certo ou errado, nem uma geração melhor que a outra. Nós só temos a ganhar com a diversidade de pessoas trabalhando no mesmo ambiente de trabalho. Se você tem essa oportunidade, aproveite. Aprenda com os mais velhos e escute também os mais novos. Esteja aberto para diferentes olhares para o mesmo problema.

Lembre-se: sair da zona conforto significa também saber ouvir mais e compreender mais. E cada uma das gerações contribui nesse processo de crescimento.

E agora me conta, de qual geração você faz parte? E você concorda comigo quanto à sua contribuição para uma empresa?

Deivison Pedroza – Investidor / Conselheiro / CEO / Palestrante

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